Viagem 12/2006-01/2007 - Parte III

Sarnath – Sedas – Lahiri Mahashaya

11 de Janeiro de 2007 às 12h 11m · Andrês · Arquivado sob Escritos durante a viagem · Editar

A poucos quilômetros de Varanasi fica Sarnath. Foi ali que Buda, depois de encontrar a iluminação compartilhou pela primeira vez sua visão do Caminho do Meio, da vida equilibrada. Seu primeiro sermão, dado em Sarnath, constitui nascimento ao Budismo.

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Por isso, essa é uma das cidades mais sagradas para os budistas e peregrinos de várias partes do mundo a visitam constantemente.

Nas paredes internas do templo principal, pinturas revelam os momentos marcantes da vida de Siddhartha Gautama até sua transformação no Buda, o Iluminado. Do lado do templo uma árvore Bodhi é a neta da árvore original onde Buda, meditando, encontrou a iluminação (um galho da árvore original foi plantada no Ceylão e um galho dessa árvore foi trazida para Sarnath).

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Do outro lado do templo há um grande gramado com os restos do que alguma vez foi um mosteiro budista, destruído durante uma das muitas invasões muçulmanas. Uma enorme stupa comemorativa permite que os peregrinos em sinal de respeito e reverencia caminhem em torno dela. Ela é maciça e parece comunicar com a sua solidez a consistência do ensinamento budista.

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Depois de visitarmos o templo, nos sentamos no jardim para uma sessão de perguntas e respostas, procurando entender a historia de Buda e as propostas do Budismo e, também, buscando entender e acomodar em nosso peito as intensas vivencias de Varanasi.
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Ainda em Sarnath visitamos um museu que guarda peças arqueológicas muito valiosas para a história da Índia, entre elas o pilar do imperador Ashoka que está impresso em todas as rúpias – o dinheiro indiano.

Depois disso fomos visitar uma fábrica de sedas que ainda preserva a tradição e entrelaça os fios através de complicados mecanismos manuais. Daqui a uns dez anos, quando os últimos artesãos morrerem, sua arte se perderá junto com eles uma vez que não há discípulos que queiram aprender as habilidades que eles possuem.

Os vendedores fazem sua performance de apresentação dos tecidos de uma beleza e qualidade indiscutíveis (alguns são feitos usando fios de prata na trama).

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No último dia em Varanasi, o Paulo a Neusa e eu, aproveitamos umas poucas horas livres para encontrar a casa onde morou Lahiri Mahashaya, um mestre cuja vida está descrita minuciosamente no famoso livro “Autobiografia de um Yogui”. Percorremos ruas de trafego intenso até não mais sabermos em que parte da cidade estávamos. Quando nosso guia nos anunciou a chegada ao local, descemos do táxi e caminhamos mais uma vez por ruelas estreitas até achar um portão muito velho, na frente de uma casa igualmente velha onde uma placa é o único sinal de que ali habitou Lahiri.

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A pouca distancia dali, visitamos um templo mantido pela família Lahiri onde tivemos oportunidade de meditar, até mesmo de praticar a Kriya Yoga, aos pés do Mestre, a poucos passos do local onde as cinzas do seu corpo estão guardadas.

Essa é uma dessas visitas que somente têm significado para aqueles que conhecem a história ou foram iniciados na Kriya Yoga. Eu confesso que tive um enorme prazer em visitar o local e apresentar meus respeitos a alguém que foi um grande yogui e cujas técnicas me acompanharam por boa parte de minha caminhada espiritual.
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Amanhecer no Ganges!

10 de Janeiro de 2007 às 12h 48m · Andrês ·

Hoje o telefone tocou no quarto bem cedo, nos acordando para um evento muito especial. Antes do sol nascer, saímos da cama, nos agasalhamos muito bem e nos encontramos no hall do hotel. Vamos de ônibus até um lugar onde pegaremos um barco para percorrer o Ganges. As ruas que ontem estavam apinhadas de gente, agora estão desertas: somente sadhus, mendigos, peregrinos, turistas e devotos circulam pelas ruas.

Varanasi (chamada Benares pelos ingleses) fica numa das margens do Ganges. Nosso barco percorre o rio e assim vemos a vida espiritual da cidade, que acorda junto com o sol. Devotos mergulham nas águas gélidas com reverencia impressionando-nos com a sua fé (a temperatura deve ser inferior a 10º C, e mais fria ainda dentro da água!).

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Escutamos os sinos de campanas que indicam o inicio de alguns rituais, vemos senhoras lavando suas roupas, alguém medita embrulhado em cobertores, nós tiramos fotos uma e outra vez.

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Quando o sol surge no horizonte, as águas ficam douradas e a cena toda recebe um banho de raios revitalizadores.

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Quando nos aproximamos dos campos de cremação os guia avisa que fotografar está proibido. Todos ficam curiosos. O barco pára e podemos nos aproximar para ver as cinzas onde alguns corpos acabaram de ser cremados. Como nenhum corpo estava sendo cremado no momento, há uma certa decepção. Em Kathmandu teremos condições de ver em detalhes o processo, mas os mais independentes e ousados irão vir sozinhos (ainda hoje, de noite) para então encontrar sete corpos sendo cremados simultaneamente.

Por enquanto, seguindo nosso percurso: depois dos campos de cremação, caminhamos pelas ruelas milenares de Varanasi. Elas formam uma rede confusa de trilhas onde se perdem os que desconhecem seus segredos. A primeira vez que caminhei por elas sozinho, levei mais de uma hora para achar a saída!

Nessa caminhada passamos por diversos templos. Quando pensamos em templos, nossa mente ocidental provavelmente imagina enormes construções. Na Índia, porém o conceito é diferente: qualquer lugar onde o coração possa se acalmar para clamar pelo infinito (mesmo que seja apenas um altar diminuto), constitui um templo. Assim, em Varanasi, a cidade dos mil templos, encontramos oratórios ou pequenos altares com algumas imagens semeados por toda a cidade.

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O mais importante é o templo de ouro, dedicado a Shiva. Podemos ver sua cúpula dourada de fora apenas pois a entrada está vedada a quem não é hindu. Do lado se encontra a mesquita mais importante da cidade. Essa proximidade gera conflitos ocasionais. Por isso, toda a área está vigiada pela polícia e somos revistados para nos adentrar na área restrita, próxima aos templos.

Nessa área existe uma lojinha que vende óleos, incensos e masala (condimentos) e outra que vende roupas de algodão. É só entrar nelas que os donos começam a sorrir à toa. Também não é para menos: todos compram várias coisas e, uma vez que nosso tempo no local é restrito, eles ainda levam enormes sacolas com roupas até o nosso hotel para continuarmos a escolher em nossos quartos.

Depois do passeio, voltamos ao hotel para o café da manhã. Voltamos diferentes. De alguma maneira, a devoção dos peregrinos e a atmosfera única da Varanasi milenar e espiritual nos tocou. À luz dessa experiência na cidade-luz, luz da sabedoria (como Varanasi é conhecida) parece que viver fica mais simples, viver fica mais fácil, viver se torna mais belo.
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Caloroso Agradecimento!

9 de Janeiro de 2007 às 17h 27m · Andrês ·

Queridos Amigos e leitores do Blog:

Recebi muitos e-mails e li alguns comentários no Blog me dando os parabéns pelo meu aniversário.

Gostaria de agradecer pelo carinho e gentileza de todos e pedir licença para responder a cada e-mail e às perguntas postadas no Blog quando voltar ao Brasil.

Acontece que conduzir o grupo, coordenar os passeios e escrever o Blog não me deixam mesmo tempo livre algum. Por isso, invoco a doçura e paciência de todos e cada um. Obrigado!

Namastê.

-Andrês
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Em Varanasi

9 de Janeiro de 2007 às 16h 51m · Andrês ·

Viajamos de Kajuraho para Varanasi de avião, num vôo de 50 minutos. O aeroporto é pequeno mas a burocracia e a lentidão são grandes! Temos que passar por uma exaustiva revista abrindo as bagagens de mão e esperar numa sala pequena onde os passageiros de dois vôos aguardam o momento de embarcar. Durante o vôo todas as refeições são vegetarianas! Saímos com uma hora de atraso e chegamos em Varanasi por volta das 16:00 h.

Depois de fazermos o check in no hotel, nos encontramos para ir até o Ganges (chamado de Ganga pelos indianos) onde a cada entardecer acontece uma cerimônia muito formal de invocação e reverência à Mãe Ganga.

É a hora do rush e as ruas estão lotadas. Nós vamos de bici-rikshaw (um triciclo com banco para dois passageiros), serpenteando entre esse enxame de gente, vacas e veículos. É uma viagem impossível de explicar, tanta é a confusão do trânsito e a intensidade de estímulos visuais, auditivos e olfativos. Por tudo isso, esse percurso é um dos momentos mais exóticos e marcantes da viagem.

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Ao nos aproximar do local da cerimônia, temos que continuar a pé. Caminhamos por uma rua cheia de lojas, barraquinhas, gente, mais motos e bicicletas e mais vacas!

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Para chegar à beira do Ganga, descemos uma das muitas escadarias (chamadas de ghat) e uma fileira de sadhus e mendigos está sentada à espera de uma esmola. Há barraquinhas que trocam notas por moedas para poder dar um pouco a cada um. É uma forma de realizar uma boa ação, de gerar bom karma, antes de chegar à presença da mãe Ganga.

A cerimônia é uma puja (ritual) muito formal, realizada para as muitas pessoas que se reúnem para participar. Ao som de mantras e cânticos, cinco sacerdotes realizam diferentes ações de forma lenta e hipnótica oferecendo incenso, fogo, água, etc ao rio que para os hindus é uma presença viva.

De fato, em diferentes oportunidades questionei diversas pessoas sobre o assunto e entendi que para um hindu devoto, o rio não é um fluxo de água, mas um fluxo de conhecimento. O rio é visto como uma presença viva feita de pura sabedoria. Tomar um banho nele ou apenas molhar a mão e respingar umas gotas na cabeça é uma forma de purificar-se de conceitos errôneos, de visões parciais sobre a vida, sobre o mundo e sobre si mesmo. Como num filme tipo “Matrix” os hindus tocam as águas e sentem que a verdade os liberta de compreensões equivocadas que geram todo tipo de ações inadequadas e seu conseqüente sofrimento.

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Subimos a um barco para ver melhor a cerimônia e, como nós, dezenas de peregrinos e turistas lotam outros barcos que flutuam frente ao local do ritual. Durante a cerimônia colocaremos a flutuar nas águas do Ganges cestinhas com flores e velas como um pedido, como um presente à Mãe Ganga.

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Antes do culto terminar, voltamos para a margem e podemos tirar fotos e filmar. Olho para os lados conferindo que todos estejam por perto: como uma galinha choca fico contando meus pintinhos uma e outra vez durante a viagem!

Voltando para os nossos bici-rikshaws vemos mais uma vez a forma incrível como as vacas fazem parte desta cultura, como são aceitas em todos os lugares, até mesmo dentro de uma loja!
Hoje, jantar foi repleto de histórias e observações sobre um dos momentos mais intensos da viagem. A conclusão é unânime: “Não sabemos exatamente de que maneira toda essa experiência irá nos afetar, mas certamente não voltaremos os mesmos”.

Ouvindo isso, meu coração bate com força: minha missão de propiciar possibilidades de crescimento e de expansão da forma de entender a vida já está cumprida… e ainda estamos na metade da viagem!
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Nos templos de Kajuraho

7 de Janeiro de 2007 às 10h 51m · Andrês

Kajuraho é famosa por seus templos que se diz serem “eróticos”. Eles se erguem sobre um terreno plano e formam um conjunto perfeitamente cuidado, mantido graças ao apoio da Unesco. É extremamente agradável ver as construções de pedra, polidas e preservadas, se erguerem sobre um tapete de grama verde sob o azul do céu.

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O grupo caminha pelas ruas que comunicam os diversos templos ouvindo o guia que, falando em espanhol, lentamente, se faz entender perfeitamente bem. Ele explica que as imagens esculpidas nas pedras dos templos representam diferentes aspectos da vida cotidiana e que, o sexo é uma das áreas onde é muito importante encontrar equilíbrio. Assim, as imagens de posições sexuais serviriam para a educação sexual dos jovens.

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Mas, como os símbolos e obras de arte aceitam diferentes leituras, podemos ver essas imagens dentro do contexto da filosofia indiana, onde a visão do sofrimento humano está sintetizada na idéia de separação: separação do objetivo desejado, separação entre o que é e o que deveria ser, entre o que temos e o que gostaríamos de possuir, etc.

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Se o sofrimento é separação, a união é fonte de felicidade: quando nos unimos a uma meta desejada, realizando-a; quando nos unimos ao ente querido; quando as partes em conflito de nosso ser voltam a unir-se restabelecendo a unidade…

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É bom lembrar aqui que Yoga quer dizer precisamente “União”, que religião quer dizer “Religar”, que superação dos conflitos neuróticos quer dizer “Integração” da personalidade cindida.

E que melhor forma de simbolizar essa união que através de imagens que falam da reunião dos sexos diferentes? Visto desde essa perspectiva, as imagens de posições sexuais que se encontram nos templos, ganham uma dimensão totalmente nova e profundamente significativa.

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Há ainda um outro nível de interpretação em que os indianos entendem a totalidade do universo como formada por dois princípios: a energia e a inteligência que modula essa energia (a Física Quântica ecoa a filosofia indiana e fala que tudo é feito de energia e informação). A energia é vista como o Feminino Cósmico e a inteligência como Masculino. Olhando desde essa óptica, as imagens eróticas dos templos de Kajuraho nos falam de que tudo é feito da mesma combinação dos dois princípios básicos, de que cada objeto, pessoa ou situação é a manifestação dessas forças e, portanto, tudo –absolutamente TUDO– é sagrado.

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Kajuraho no hotel Holyday - Kajuraho no hotel Holyday

Percorremos os templos numa bela manhã de sol e nos sentamos em círculo para discutir esses temas. Foi um momento reflexivo que marcou o início de uma nova etapa da nossa viagem. Depois de termos visto a Índia moderna em Mumbai, a Índia das riquezas e lutas de poder em Jaipur e a Índia do amor pessoal em Agra, começa agora a nossa caminhada pelo que a Índia tem de mais fascinante: a sua compreensão espiritual da vida.

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A próxima parada: Varanasi, a cidade-luz, chamada nos textos antigos de Kashi. Nos vemos por lá!

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Feliz DIA!!!!

6 de Janeiro de 2007 às 20h 34m · Marcia

FELICIDADES!!!! A foto é só para matar a saudade , imagine todos do Grupo nela, pois eles estavam todos em um mesmo canto de amor e alegria para Você!!!
Em uma única alma te desejamos toda Sabedoria , Amor, Paz e memória boa para sempre lembrar que amamos Você…
Um grande DIA e que Buda , Deus e todos os Seres Superiores estejam em Você…
Namastê.
Márcia Luvizotuuuuuuu
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Niver - Niver do Andrês/2006

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6 de Janeiro de 2007 às 03h 38m · Marcia

Hoje Vocês vão chegar em lugar mágico, Andrês se der leve o Grupo aquele lugar especial que meditamos e se der traga de volta aquele abraço que Vc viu e registrou…
Ficaria ali para o resto de minha vida….
Sejam muito FELIZES aí..
Beijos.

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Um lugar para Silenciar !!!!

6 de Janeiro de 2007 às 03h 10m · Marcia ·

Hoje já é dia 05/01/07 e agora são 10:00 da manhã , e Vcs viveram a beleza do amanhecer em Varanasi, é muito forte esta experiência e fica para sempre dentro da nossa alma e lembraças, agora vão fazer um passeio de onde Buda esteve tão presente e se tiverem um tempinho , setem perto de umas arvores e Vocês sentirão a presença da energia de toda sabedoria que um dia ali se fez presente.
O ano passado qdo estivemos aí , foi um dos dias mais brilhantes, vejam as fotos, que vão perceber tamanha ALEGRIA nossa e deles…
APROVEITEM….
Beijos a todos .
Namastê.
Andrês faça uma voltinha na Stupa por mim, as outras 107 darei logo para completar a sua, fica com Deus. Bjs.

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