Arquivo de Escritos Antes da Viagem

23 dias de grandes vivências e intensas emoções! Momentos de compartilhar, de dar e de receber. Instantes que ficarão marcados para sempre nas almas dos 35 peregrinos que caminharam pelas terras sagradas da India entre os dias 5 e 28 de setembro.

Essa viagem foi fruto do desejo intenso de um grupo de pessoas que, conectados pelas teias do Universo, permitiram que o Isvara – Instituto de Yoga organizasse um roteiro financeiramente acessível e seguro em todos os aspectos, desde o material até o emocional. O objetivo primordial foi a busca espiritual, uma peregrinação na sua essência, e não uma viagem turística.

Foi com esse espírito que esse grupo partiu no dia 5 de setembro, do aeroporto de Guarulhos, às 18h45, no vôo da KLM, via Amsterdam. Nesse dia, éramos 32! Outras 3 companheiras de viagem se juntaram ao grupo na Europa e na India.

Depois de uma viagem de 12 horas, chegamos a Amsterdam. Como nosso vôo para a India só sairia na manhã seguinte, tivemos um bom tempo para passear pela cidade. Visitamos o museu Van Gogh, o museu onde estão as obras de Rembrandt (Rijksmuseum) e fizemos um delicioso passeio pelos vários canais que cortam as ruas de Amsterdam. Também tivemos a oportunidade de ver o lado B da cidade, passeando pelas ruelas do red light district. Afinal, os cartões postais de lá não se limitam a tulipas e moinhos! Dia seguinte de manhãzinha (7 de setembro) deixamos o hotel rumo ao aeroporto. A mãe India nos esperava!

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todo o grupo na chegada a Amsterdan
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durante a estadia o grupo passeou pelos canais da cidade
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Saímos de Amsterdam no vôo das 11h. Dessa vez, foi mais rápido: em “apenas” 8 horas estávamos lá. Pousamos em Delhi aproximadamente às 23h – a India está 8h30min na nossa frente. Dólares trocados, todas as malas conferidas, corações batendo descompassados. Um calor danado! Para muitos, foi difícil conciliar o sono…

Dia 8 de setembro. Estamos na India! Iniciamos o dia com uma meditação no próprio hotel, já preparando nosso corpo-mente para as emoções que viriam pela frente. Nosso destino no período da tarde foi a estação ferroviária, onde iniciamos nossa aventura rumo às cidades sagradas. Ponto de chegada: Haridwar. Trecho longo… mas vimos um pôr do sol de cair o queixo! E também deu tempo para dormir um pouco. Desce do trem, sobe no jipe. Mais 1 hora e finalmente chegamos ao ashram do Swami Dayananda. Deu até para ouvir o barulho das águas do Ganges antes de dormir!

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ashram do Swami Dayananda onde o grupo ficou hospedado por alguns dias
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crianças molhandos os pés no Ganges em frente ao ashram

Ficamos no ashram nos dois dias que se seguiram. Participamos das pujas da manhã e das aulas baseadas no estudo de um antigo e famoso texto: Bhagavad Gita. Tudo dentro da rotina do próprio ashram!

O que não estava dentro da rotina do ashram, mas dentro do bom karma de todos os 35 peregrinos foi a conversa com o Swami Sarvabhutananda Saraswati. Ele carinhosamente nos recebeu para falar um pouco sobre os ensinamentos do vedanta. Puro deleite para nossas almas e para nossa memória, muitas vezes esquecida de que não estamos separados de nada.

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Swami Sarvabhutananda Saraswati com o grupo

Apesar do calor – mais de 30°C com certeza – tivemos tempo para andar pelas ruas da cidade e assistir ao arati (cerimônia tradicional) realizado na beira do Ganges, que conta com a participação de muitos estudantes a pujari (sacerdote). O colorido das vestes e a introspecção das crianças tocam o coração. Houve tempo também para interagir com moradores, sadhus, visitar templos e outros ashrams. Até para fazer rafting nas águas da Mãe Ganga houve tempo… Houve tempo para parar no tempo e apreciar o atemporal.

rafting - rafting

rafting

No dia 11, acordamos cedo e logo após o café da manhã iniciamos nossa jornada rumo às cidades sagradas de Kedarnath e Badrinath. Percorrendo um caminho de curvas belíssimas e paisagens pra lá de estonteantes, fizemos nossa primeira parada: a caverna onde o sábio Vashishta meditou (e nós também!!!). Ainda nem imaginávamos o frio que nos esperava… Também nesse trecho, passamos por Devprayag – onde a junção dos rios Alaknanda e Bhaghirati dá origem ao Ganges – e, mais para cima, por Rudraprayag (junção dos rios Alaknananda e Mandakini). Nosso destino era Gupta Kashi, onde passamos a noite bem ao estilo indiano dessa região: água quente só de balde e sem energia elétrica após as 22h.

montanha - montanha

caminhos entre os Himalaias para chegar a Badrinath e Kedarnath
rios - rios
Devprayag onde fica a junção dos rios

Vale a pena dizer que a agência que nos levou durante todo esse percurso cuidou para que todas as refeições fossem o mais próximo ao nosso habito. E isso foi realmente maravilhoso!

Logo cedinho, seguimos para Gaurikund, porta de entrada para a subida a pé até Kedarnath. Uma trilha de 14 km foi percorrida por nossos pés e pelos nossos corações. Muitos olhares e muitas saudações trocados com peregrinos indianos, que vão até Kedarnath para agradecer as bênçãos recebidas. Om Namah Shivaya, Bam Bhole, Namaste. Região dedicada a Shiva, o vilarejo tem, na sua região central, um templo que reverencia aquele que destrói a ignorância, que renova as esperanças, que recicla a vida. E foi ali, nas margens do rio que formará o Ganges, sob um frio considerável (cerca de 6°C), que meditamos logo cedinho e que contemplamos os Himalaias. É também em Kedarnath que fica o local onde Shankaracharya (maior figura filosófica-religiosa da Índia) entrou em mahasamadhi (partiu do corpo). E lá nós também pisamos!

subida - subida

alguns integrantes do grupo se preparando para subir até Kedarnath
himalaia - himalaia

chegando em Kedarnath avistavamos os picos nevados

A descida foi mais rápida, mas não menos interativa. Natureza e povo, peregrinos sem pátria alguma e de uma única pátria: o Espírito!

Já estamos no dia 13 de setembro e nosso destino depois da trilha foi Rudraprayag, onde pudemos nos esbaldar apreciando a lua cheia antes de dormir. Sem dúvida, um dos melhores banhos de chuveiro quente até o momento!!!!

Manhã do dia 14. Pegamos o caminho para Badrinath, região dedicada a Vishnu, onde chegamos ao anoitecer.
O trecho todo, de jipe, levou cerca de 8 horas para ser percorrido. Valeu cada segundo, pois a paisagem, um das mais belas de toda a viagem, beijava nossos olhos o tempo todo. Apesar da escuridão da noite pudemos ver a pontinha do famoso pico Nilakantha, todo coberto de neve! Hotel simples e acolhedor. A comida? Um manjar dos Deuses. O banho? Quentinho até as 22h. Depois, só de balde!

4h da manhã. Hora de levantar para assistir à puja (cerimônia) no templo de Vishnu, apinhado de devotos. Templo pequeno. Grupo grande. Solução: fazer uma rodinha e meditar ali mesmo, do lado de fora, ao lado do pequeno templo dedicado a Hanuman, o símbolo do devoto fiel. A rodinha também serviu para aprender um pouco sobre a mitologia do local: historia conta que Shiva morava nessa região e Vishnu, gostando muito de lá, se transformou em uma criança, seduziu Parvati (a esposa de Shiva) até receber seus cuidados e quando o casal saiu para suas abluções, Vishnu os trancou fora de casa! Não houve outra opção para o casal Shiva e Parvati a não ser procurar outro lugar para morar (assim eles foram para Kedarnath). Enquanto Vishnu, tendo conseguido o que queria se estabeleceu em Badrinath.

badrinath - badrinath

Templo em Badrinath dedicado a Vishnu

No caminho de volta, paramos em Joshimath para visitar outro templo, construído bem ao estilo budista, mas dedicado a Shankaracharya. Sob o olhar e o cuidado carinhoso do pujari, meditamos em duas cavernas: uma onde um de seus discípulos – Totakacharya – meditou e outra onde ele mesmo – Shakaracharya – meditou até atingir a iluminação.

caverna - caverna

A emoção tomava conta de todos ao visistar a caverna onde Shankaracharya meditou

Mais uma noite no hotel com o melhor banho quente de chuveiro. Malas prontas para a viagem de volta a Rishikesh, onde chegamos na tarde do dia 16. Novamente, tempo para ver o arati na beira do Ganges e para passear em Ram Jhula e Laxman Jhula (bairros à beira do Ganges). Tempo também para oferecer uma bandhara (oferecer um almoço para uns 100 sadhus) e de saborear um kirtan (cantos devocionais) nas dependências do ashram, à beira do Ganges. Tempo para meditar ao lado do Swami Sarvabhutananda Saraswati e de receber uma prasada de suas sagradas mãos.

ram jula - ram jula

vista de uma das pontes de Rishikesh
bandhara - bandhara

alguns dos sadhus que vieram à Bandhara oferecida pelo grupo

Dia 18. Dia de viajar de trem o dia todo. O primeiro nos levou de Haridwar até a estação central de Delhi. O segundo, de Delhi até Varanasi. Muitas emoções. Pegar um trem na India é sempre uma grande emoção. Ainda mais para um “grupinho” de 35 pessoas! No trecho até Delhi teve cantoria no vagão. Musica brasileira de graça para quem quisesse ouvir!!! Os indianos adoraram! No trecho até Varanasi foi a vez das aulas de vedanta em companhia dos ratinhos. Camundongos, na verdade. Mas, passado o impacto inicial, foi tranqüilo dormir com eles.

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chegada a Varanasi, onde o transito flui junto com as vacas

5 dias em Varanasi! Também chamada de Benares ou Kashi, a cidade está totalmente construída somente em uma das margens do Ganges. Somente onde Shiva pisou! Hospedamos-nos longe do Ganges. Pertinho do Mc Donalds. Para alguns, um verdadeiro deleite. Para outros, uma certa heresia, que foi embora rapidinho.

Arati no ghat central. Oferendas à Mãe Ganga ao nascer do sol: “minha mãe diz que é para gerar bom karma”, diz um menininho que vende flores. Visita aos crematórios, ao ashram da Anandamayi (famosa santa indiana), ao abrigo de Madre Teresa de Calcutá. Pura meditação em movimento. Conversas profundas com a velhinha que pedia esmola, feliz da vida, para comprar lenha para a sua própria cremação. Encontro de almas com a pequena Moni. Excitação e deslumbre ao apreciar um espetáculo de dança indiana e ao assistir a uma apresentação de música clássica indiana com citara e tabla. Um belo jantar à beira do Ganges, sob a luz do luar. Aula de raja yoga no próprio hotel. Massagem ayurvédica para relaxar. Visita a casa de Lahiri Mahasaya. Meditação no templo dedicado a ele. E muito calor!
Buda também entra na história na visita a Sarnath, local onde ele fez seu primeiro discurso depois de atingir a iluminação. Fotos e meditação. E mais calor!

ganga - ganga

devotos a beira do Ganges se banhando e purificando
oferenda - oferenda

oferendas às margens do Ganges
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apresentação de dança clássica indiana para o grupo
sarnath - sarnath

a beleza e a calma de Sarnath

5 dias de muita troca: de olhares, de energia, de sentimentos e de emoções. 5 dias de de doação e de recebimento. E de compras também!

Partimos para Agra em 23 de setembro e mais uma vez dormimos no trem. Sem nenhum ratinho. E, enquanto alguns dormiam, outros brincavam de contar historias inventadas na hora.
Chegamos de manhãzinha e, mal deu tempo de descansar, já saímos para a tão esperada visita a uma das 7 maravilhas do mundo: o Taj Mahal. O branco do mármore, o colorido das pedras semipreciosas delicadamente encravadas na pedra e os belos jardins que circundam o monumento falam um pouco dessa historia de amor. Houve tempo para apreciar, contemplar e meditar. À tarde, visitamos o Agra Fort, onde o imperador Shah Jahan, que construiu o Taj Mahal, viveu após a morte da sua amada esposa.

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o majestoso Taj Mahal à nossa frente
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o belíssimo Agra Fort

Na manhã seguinte, após o café da manhã, seguimos de ônibus para Delhi. No caminho, visitamos um templo vaishnava em Matura, cidade onde Krishna viveu sua infância. Chegamos em Delhi no inicio da noite, mas ainda deu tempo para caminhar pela Janpath e por Connaught Place, um ponto bem central da cidade. A aventura ficou por conta de irmos de metrô até o local. Coisa de primeiro mundo!
Nos dias 26 e 27, pudemos conhecer e apreciar um pouco da capital da India, fazendo um grande tour pela cidade. Dias corridos, cheios de aprendizados! Também houve tempo para as tentadoras compras e para preparar as malas. Tudo organizado, deixamos as terras sagradas da India às 00h50 do dia 28 de setembro.

Voltamos por Amsterdam onde deixamos alguns colegas que estenderam sua viagem pelas cidades do velho continente.
Ao chegar, o reencontro com os seres queridos e a dificuldade de comunicar tantas coisas vividas. Os dias foram se passando mas a Índia ainda está em nossas mentes e corações. Vários membros do grupo relatam que mesmo 15 dias depois da viagem, continuam a sonhar com a Mãe Índia todas as noites.
Experiências intensas que nosso psiquismo irá assimilando no decorrer dos próximos meses. Vivências inesquecíveis que despertam a nossa alma para significados maiores e mais profundos. India: um lugar onde aprendemos a celebrar a presença onipresente do Infinito.

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Notícias

Queridos amigos,

Ontem, domingo, às 20hs recebi um e-mail da Mary, esposa do Saulo Lalli.
Ela disse que conseguiu falar com ele e ele disse que todos do grupo estão bem. As comunicações por telefone estão difíceis, mas está tudo correndo bem !!!

Um abraço a todos !
Namastê !
Camila.

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Queridos Amigos

Aqui vou eu, chegando meio de mansinho, mas com o coração palpitante e tão barulhento que meus olhos me entregam de tal felicidade. Tão sutil, “como uma gata em uma loja de cristal.”
Deixo no Brasil pessoas queridas e amadas, e por generosidade e amor respeitam este momento, sabendo que os amo profundamente, e sendo assim me libertam para tal encontro comigo mesmo e amor profundo, e meu Deus.
Sou a nova integrante desta turma que não vê a hora de conhecer cada um de vocês.
Nunca desisti em acompanhá-los, e o mundo me presenteou com esta possibilidade. Já estava concreta em meu coração, andei recebendo e-mails de vocês e nunca os apaguei, pois no meu coração sabia que daria certo.
Aqui está um agradecimento da generosidade profunda e respeito pelo Andrês que participou desta conquista.
Encontro com vocês em Delhi, sei que terei irmãos queridos nesta caminhada.
De braços e coração aberto.
Cristine Pucci

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Peregrinos

Somos do grupinho
Dos peregrinos!
Meninas e Meninos!
Unidos com carinho!

O líder, querido Andrês,
Pra ele nada é problema!
Temos as duas Ignês…
A Sandra Gemma…

São muitas conquistas
E talentos em cena:
As duas jornalistas
Gislaine e Marilena.

Temos até Chaves
E também vários pares:
Márcias, Anas e Ignês,
Olha ela outra vez!

Duas Lima.
Mafalda,
Que rima
Com Geralda…

Ignês Luis
Com Thaís.
Todos o sonho realiza.
Não é verdade Eliza?

Alguns dão aula,
Duas Ana Paula.
Menos “ele”, mais “ela”,
Lea e Daniela.

Quantos homens você viu?
Elas dizem: “Assim não vale”!
Andrês,Giovanni, Niu
Flávio e Saulo Lalli!

Mas está bom assim,
Isso é bem normal,
Mãe e filha Marin
Os Grecchi, o casal.

Serão muitos dias
Com as oito Marias,
Tem do tipo serena
Como a Maria Helena,

Será que é? Tomara!
Seguem nessa vereda:
Simone Ceara,
Marimirian Esqueda.

Vamos viajar à Índia, que delícia!
Aos que ficam, nosso aceno!
Vamos, corra Patrícia!
Vem logo Luciana Maeno!
Ah! Faltou a Teresinha!
Esta é a nossa turminha…

Todos finalizando a bagagem,
Tudo isso é muito bom!
Então: Boa Viagem!
OOOOMMMM

Saulo Lalli

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Poema de antes da viagem

Queridos companheiros peregrinas/os,

Índia
Parece uma pessoa
Velha conhecida.
Antes da minha chegada
Veio aqui me receber.

Sinto sua amorosa presença
Sorriso aberto moreno
Alegre e pacífico
Aceitação

Aceita minhas dúvidas?
Minha ansiedade
Meu medo?
Julgamento e
Tudo, tudinho?

Índia, eu, tu, nós.
Lá vamos nós!!

Namastê,
Virgília.

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Índia, lá vou eu !!

“Não existe um caminho para a paz,

a paz é o caminho.”

Este pensamento do grande Mahatma Ghandi me embala desde que tomei conhecimento da viagem à Índia preparada pelo Ísvara, há pouco mais de dois meses.

Fui ficando mais calma, deixando as tristezas da vida irem rolando como se estivessem já nas águas do Ganges, indo embora…

Minha filha Juliana notou: “Mãe, você está ótima! Essa viagem à Índia está te fazendo bem!”

Quer dizer, antes de ir eu já estava lá.

Difícil explicar a quem, atônito, me pergunta: “mas por quê você vai logo pra Índia?” Eu nem sei responder. Às vezes digo simplesmente: “e por quê não?”.

Motivos há, e muitos. E por isso mesmo é difícil explicar.

Um chamado. Uma atração. Resgate talvez. Busca.

Necessidade de respostas a tantas perguntas irrespondíveis.

O inusitado e o inesperado.

O diferente e o sensacional. O chocante.

O tudo. O muito: cores, sabores, ritmos, multidão, bichos, corpos esquálidos, crianças pedintes. Pobreza. Miséria. Riqueza, cultura e história de 5.000 anos. Tudo no mesmo embrulho.

Tudo junto, misturado, batido e remexido dentro da gente, resulta nisso, nesta maravilhosa e inexplicável aventura que é viver!

Índia, prepare-se, que lá vou eu! Com tudo isso e muito mais na minha cabeça pequenina.

Ousando parafraseá-lo, eu diria apenas:

“Não há um caminho para a vida, a vida é o caminho”.

Marilena Furlaneto

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A melhor viagem de nossa vida !

Para uns: um chamado
Para outros: regresso.
Isso é muito sagrado
Para nosso progresso.

Nos chama Bharatamata,
Para a peregrinação.
Cada um de nós acata
Do fundo do coração!

Índia, Sagrada!
Ouvimos a sua voz!
Uma voz calada
Soa dentro de nós…

Sem palavra dita,
Sem explicações…
Força infinita
Em nossos corações…

O brilho de sua pira
Emana seu calor,
O universo conspira
Todo a nosso favor!

O tempo não importa,
Se já faz um tempinho…
Ela abriu a sua porta
Basta seguir o caminho…

Oh Índia mãe que rogamos,
Que atendeu aos nossos pedidos!
Em grupo nos colocamos,
Estamos agora bem unidos!

Cada um veio de um lugar,
Cada um, um caso.
Ela soube juntar,
Nada é por acaso.

Agora aquela ansiedade,
Que não deixa de ser boa.
Sabe de uma verdade?
Estamos é rindo atoa!

É lista pra cá,
Lista pra lá!
Muitas sugestões
E muitas emoções!

Vamos em busca da Paz,
E a sabedoria daquele povo!
Vamos deixar tudo pra trás,
Nos abrirmos para o novo!

Esqueçamos nossos caprichos,
Vamos viver muito à vontade!
Não ter medo dos bichos
Que lá andam pela cidade!

Ande com eles lado a lado,
Naturalmente, sem medo.
Lembra? Tudo é Sagrado!
Assim, não terá segredo!

Todos na pura agitação,
Com o coração a mil!
Logo decola o avião…
Adeus ao Brasil!

Vivamos o eterno agora,
Aproveitemos esta beleza!
Deixemos o passado ir embora,
A Totalidade é nossa alteza!

Entraremos em vigília,
Quando lá nas alturas!
Desapegando da família,
Rompendo ataduras!

Em silêncio na gratidão,
Agradecemos ao Pai!
Inicia a Peregrinação!
Condicionamentos bye bye!

Atentos a tudo que acontece,
Sem identificação, alma querida!
O Divino em nossa frente tece
A Melhor viagem de nossa vida!

*Bharatamata = Mãe Índia

Saulo Lalli

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Um pensamento

“A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela Verdade e pelo Amor” Gandhi

que nós peregrinos, prontos p/ partir tenhamos em nossa mente a verdade e o amor, assim tudo fica mais fácil; que Deus guie nossos passos, atos e pensamentos.
Beijos
Geny.

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QUERIDOS PEREGRINOS

MINHA MENTE JÁ FLUTUA…
POSSO SENTIR A BRISA FRIA DOS HIMALAIAS…O CALOR DE VARANASI…MESMO SEM NUNCA TÊ-LOS PRESENCIADO…
MINHA MÃE ÍNDIA ME CHAMA…EU ATENDO AO PEDIDO…
OM!!!!!!
NAMASTE

SANDRA GEMMA

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