Viagem 12/2006-01/2007 - Parte I

FELIZ 2007!!!!!

31 de Dezembro de 2006 às 21h 08m · Marcia ·

Aqui ainda é 2006, o TEMPO !!! essa coisa que sempre questiono e que sempre brigo, mas o tempo é chamado até de SENHOR !!!! então como ficar de briga com ele???
Mas se eu pudesse voltava ele 1 ano , apenas 1 ano e por alguns minutos ..só para estar com todos Vocês do nosso Grupo e aí com Vc Andrês, em minha terra mãe, sei que estão bem, pois é impossível não ficar bem neste lugar…Eu aqui vou contando o TEMPO de voltar para a minha casa, onde sou realmente FELIZ!!!!!!!!!!
A todos do ano passado e a todos deste ano , que Buda , os Avatares, Seres Superiores e sobre tudo DEUS , estejam com Vocês…com muito AMOR a todos o meu Beijo..
Namastê.

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30 de Dezembro de 2006 às 22h 09m · Shanti ·

Marta
Adorei te ler, curti tuas reflexões, sabedoria e sensibilidade.
te guardo no coração.
Ano Novo pleno de Consciência Desperta
Shanti

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30 de Dezembro de 2006 às 22h 06m · Shanti ·

Ah Andres
È demais viajar junto com voces, acompanhar e relembrar os lugares, ver os rostos novamente; podem nem ser os mesmos, mas é como se fossem.
O coração agradece o presente.
Shanti

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É a Índia que nos escolhe!

30 de Dezembro de 2006 às 16h 05m · Marta ·

Numa das reuniões que fizemos antes da viagem à Índia, ouvi que “não somos nós que escolhemos ir à Índia, é a Índia que nos escolhe!” Achei a frase interessante no momento, mas seu sentido profundo e verdadeiro me ficou claro durante a viagem.

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Até a alguns anos atrás, eu tinha convicções fortes assimiladas pela ciência, e praticava minha profissão (psicóloga) embasada em teorias comprovadas e testadas. Mas a prática foi me mostrando que a ciência é absolutamente limitada, especialmente na área de humanas, e não supria minha necessidade de sentido nem a das pessoas que eu atendia. Eu andava enfastiada, refletindo muito sobre nosso estilo de vida ocidental, consumista, insatisfatório, superficial. Até que tive a iluminada intuição de fazer minha formação em abordagem transpessoal e aprendi que a ciência só faz sentido aliada à espiritualidade. A complementação dessa formação, e meu verdadeiro “diploma” foi a viagem à Índia.

Na Índia e no Nepal pude constatar uma espiritualidade vivida e encarnada no cotidiano, praticada em todos os momentos, um estilo de vida norteado pelos mitos representados nas diversas divindades, nos grandes templos e nos pequenos em quase toda esquina, nos rituais, nas oferendas, no respeito mútuo (em todo tempo que passei lá, não vi nenhuma demonstração de agressividade, nem naquele trânsito caótico ou na concorrência entre os ambulantes!). Que benção foi conhecer que isso é possível! Que é possível viver com o mínimo de coisas materiais e ser feliz! Que é possível respeitar e ser respeitado sem precisar de poder ou força bruta!

Outra coisa que me impressionou profundamente foi a feminilidade das mulheres, com seus saris e punjabs, sempre com echarpes esvoaçantes ao redor dos ombros, multicoloridos. Que visão! Até os persistentes ambulantes proporcionam uma experiência folclórica, possibilitando exercitarmos nossa capacidade de “negociar” como em nenhum outro lugar. É divertido chegar de volta ao ônibus comparando os preços que cada um conseguiu pelas quinquilharias.

Nosso grupo 2006 foi super harmonioso, e criamos um vínculo afetivo que independe da presença física ou contato freqüente. Temos as memórias dessa experiência como elo de ligação, indeléveis, fortes, mágicas!

Viajantes 2007, que vocês também estejam abertos para essa cultura despojados de nossos conceitos capitalistas, e que, como eu, tenham uma experiência absolutamente enriquecedora e inesquecível! Um iluminado ano novo para todos, especialmente para você Andrês, o principal responsável por tornar essa viagem uma experiência única!

Com carinho,

Marta

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Primeira noite em Jaipur

30 de Dezembro de 2006 às 00h 08m · Andrês ·

Chegamos ao hotel logo depois das 20h00 e combinamos de nos encontrar às nove para eu levar os que quisessem até um telefone fora do hotel onde ligar para o Brasil é muito barato. No ínterim, precisei conversar com a recepção para trocar minha habitação pois, mesmo gostando muito do Paulo, meu colega de quarto, dormir em cama de casal não era bem a nossa escolha! Resolvido isso, caminhamos pela noite fria de Jaipur até um quiosque próximo ao hotel onde –para supressa dos que me acompanharam– pudemos falar longamente com o Brasil pagando valores irrisórios. O telefone nesses locais tem a capacidade de emitir um ticket com o valor da chamada. Você gostaria de saber quanto custa o minuto? Prometo prestar mais atenção da próxima vez para indicar o valor correto, mas é muito barato mesmo.

Voltando desse passeio que, até todo mundo telefonar várias vezes, levou-nos quase uma hora encontrei nos corredores do hotel –um enorme hotel– várias passageiras que, seguindo algum instinto muito antigo e totalmente feminino, já tinham descoberto as “lojinhas” e estavam fazendo pesquisa de preço preparando-se para amanhã quando, me fizeram prometer, que iríamos às compras preparando-nos para o Reveillon.

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Mumbai: o São Paulo da Índia

30 de Dezembro de 2006 às 00h 07m · Andrês ·

Mumbai é uma enorme metrópole, principal pólo da economia e do comercio internacional da Índia.
Lugar onde as grandes empresas costumam ter sua matriz ou, ao menos, importantes escritórios, ela pulsa com o ritmo ao que estamos acostumados no ocidente.

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Visitar Mumbai é parecido com conhecer uma cidade ocidental, tem momnumentos, lugares com belas paisagens, mas não foi para isso que viemos até aqui. A verdadeira Índia, a mais exótica, a que nos atraiu para o outro lado do planeta, começa amanhã quando mergulharemos nos Índia dos rajás e sultões ao chegarmos a Jaipur. Mumbai é o porto de chegada. Então aproveitamos para conhecer a casa onde Gandhi morou por vários anos quando esteve na cidade, hoje transformada num museu com fotos que contam cada detalhe de sua vida; para tirar fotos de prédios da época do domínio inglês, com seu estilo vitoriano, como o belíssimo prédio da prefeitura e a estação central de trens, para caminhar pela orla do mar e tirar fotos na frente do Portão da Índia, construído para receber o rei da Inglaterra na vez em que se dignou visitar sua principal colônia.

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Mas o trânsito congestionado faz com que todo o deslocamento seja lento e moroso. Parece cansativo? Que nada! Talvez para o dedo indicador seja um pouco estressante: as máquinas de fotos não param de serem disparadas. “Olha ali aquele cara de turbante! Olha as cúpulas desse templo! Olha tem cinco pessoa nessa moto!” Tudo chama a atenção, tudo é motivo de surpresa e encantamento.

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Na hora do almoço, depois de alguma indecisão e de umas tentativas frustradas, decidimos ir no restaurante do hotel Taj Majal, um dos mais elegantes restaurantes da cidade. Foi uma ótima escolha pois pudemos saborear pratos continentais e indianos.

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Na verdade foi tão bom e tão gostoso que ficamos atrasados para pegar o vôo rumo a Jaipur. Á tarde, o transito fica muito congestionado e poucos quilômetros tomam muito tempo para serem recorridos. A nossa sorte foi que o vôo atrasou uma hora –com essa pontualidade que caracteriza a sincronia do universo–e, assim, conseguimos despachar as malas e entrar no avião sem nenhum inconveniente. Ao chegarmos no aeroporto, o representante da empresa, parceira nossa na Índia, um gordinho moreno de sorriso amplo, estava suando e gesticulava agitado para o motorista estacionar logo de qualquer jeito, devido ao nosso atraso. Na verdade ele suou ainda mais para despachar rapidamente as malas de todo mundo! Mas foi bonito ver o seu andar em nossa direção, trazendo como merecido troféu os cartões de embarque: parecia um Rajá da época imperial, depois de ter anexado terras aos seus domínios!

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Na revista que fazem nas malas de mãos, alguns passageiros desavisados, tiveram que deixar fósforos, isqueiros e um canivete. O vôo foi tão tranqüilo que eu só tomei consciência dele quando o avião pousou em Jaipur, menos de duas horas depois de ter deixado Mumbai. Sem precisar de contar carneirinhos dormi profundamente. Ao desembarcar, encontramos aquele velho estilo indiano nos recebendo nos desenhos de mandalas auspiciosas na entrada do aeroporto.
A diferença de temperatura foi muito grande. Saímos dos quase trinta graus de Mumbai para os oito graus de Jaipur. Mas como todo mundo estava avisado, e deixou os agasalhos necessários na bagagem de mão, o abraço do frio foi agradável, refrescante até.

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Chegamos!

30 de Dezembro de 2006 às 00h 06m · Andrês ·

O avião pousou com vinte minutos de atraso, às 0h25 minutos da sexta-feira 29 de dezembro (16h55 min da quinta-feira, no Brasil). A chegada ao aeroporto de Mumbai costuma ser um momento intenso em termos emocionais devido à quantidade de coisas a fazer num curto período de tempo, tudo em inglês e num ambiente desconhecido: Papéis a preencher, passar pela imigração junto com centenas de outras pessoas que chegam do mundo todo, aguardar pelas malas que vão chegando pouco a pouco –como que em câmera lenta– e, na alfândega, passá-las pelo raio X, trocar dólares, sair do aeroporto e encontrar nosso caminho até o ônibus que nos levará ao hotel no meio de uma multidão de indianos que –incrivelmente– parece que não dormem de madrugada. Com a experiência das outras viagens, preparei o grupo para este momento explicando cada etapa e combinando nosso passo-a-passo em grupo, segurando os mais ansiosos e estando junto daqueles menos habilidosos com o inglês ou com menos experiência em viagens internacionais.

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Fiquei satisfeito com os resultados: lenta, mas muito tranqüilamente, passamos por todas as etapas sem qualquer estresse e pudemos com muita alegria ter um primeiro vislumbre da Índia ao circularmos pelas ruas da cidade que, durante a noite, esconde o ritmo frenético que a possui durante o dia.

Na chegada ao o hotel, o prazer de um banho quente e uma cama gostosa depois de longas horas de vôo! Mas o difícil é explicar para o corpo que está na hora de dormir. A mistura de cansaço e fuso horário faz com que alguns durmam profundamente enquanto que outros mal conseguem descansar mesmo depois de contar rebanhos inteiros de carneirinhos! Leva uns três dias até todos os membros do grupo descansarem plenamente da viagem e se adaptarem perfeitamente ao novo fuso horário.

Para vencer essa dificuldade, o caminho é ir vivenciando o nosso novo espaço-tempo até a mente e o corpo se renderem a essa nova realidade. Assim, agendamos para amanhã sairmos no começo da manhã, independentemente da qualidade de sono obtida, para o nosso primeiro passeio.

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Longa viagem até o outro lado do mundo

29 de Dezembro de 2006 às 03h 25m · Andrês ·

Estamos a duas horas de Mumbai. Creio que o vôo transcorreu tranqüilo. Digo “creio” porque dormi direto logo depois do jantar… ou almoço… ou lanche já não sei mais o que é uma refeição às 12h00 de África do Sul ou às 8h00 do Brasil ou às 15h30 horas da Índia ou logo antes de eu dormir profundamente como faço todas as noites!

Estou sentado da janela do avião, num assento duplo. Do meu lado, uma senhora muçulmana, em suas vestes longas e cinzas e com sua cabeça devidamente coberta, se mostrou extremamente gentil depois de ter resmungado comigo, no início da viagem, por eu ter precisado sair duas vezes para entregar coisas aos membros do grupo. Ela me contou que sua família é dona de uma fábrica e algumas lojas onde vende uniformes escolares. Tem família na Índia e tinha esta viagem programada faz algum tempo. Era para ser uma viagem de lazer, mas recentemente morreu um parente e agora a viagem mudou um pouco seu enfoque. Está um pouco tensa porque é a primeira vez que viaja sozinha. Mais uma vez, vejo por trás da aparente diversidade, a mesma vida humana com suas conquistas, seus desejos, suas dificuldades, suas perdas. Somos tão iguais no nosso mundo interior de emoções, pensamentos, medos, anseios!

Faltando uma hora e meia para o desembarque, tivemos uma nova refeição, bem à moda indiana. À diferença dos vôos ocidentais, aqui a aeromoça pergunta: “Deseja frango ou prato vegetariano?” e mais da metade dos passageiros pede vegetariano. Não posso falar do “chicken” pois minha colega de assento também pediu vegetariano, mas nosso prato foi exótico e excelente: uma erva doce cozida com rodelas de cebola e abobrinha, tudo mergulhado num molho vermelho levemente apimentado. O prato principal foi acompanhado por pão, manteiga, um cubo de queijo prato e mais a sobremesa: um creme sobre um doce de maçã e mais um pratinho com maçã verde, maçã vermelha, abacaxi e melão, uma rodela de cada fruta.

Agora passou um aeromoço distribuindo o formulário para preencher e entregar na imigração. Falta pouco para descermos. Está na hora de desligar meu notebook e me interiorizar um pouco para chegar com a devida atitude à essa terra, mãe de tantos sábios e tanta sabedoria.
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Desde Johannesburg

28 de Dezembro de 2006 às 20h 17m · Andrês ·

Escrevo desde o aeroporto de Johannesburg, um aeroporto amplo, moderno e belo. Passaremos nele quatro horas antes de pegar o vôo que nos levará a Mumbai (antiga Bombay), nosso ponto de chegada na Índia. Fizemos uma pequena reunião para combinarmos a descida em Mumbai, onde teremos que fazer diversas coisas: preencher o formulário da imigração, pegar as malas, trocar dólares por rúpias, sair do aeroporto, encontrar o guia que nos levará até o nosso ônibus privativo, que nos levará até o hotel reservado.

As pessoas estão excitadas mas sentindo os efeitos de um sono leve. Poucas pessoas dormiram profundamente conforme revelam os olhos da maioria, um pouco vermelhos. Chegamos às sete horas de Johannesburg e o dia está claro e bonito, mas nossos corpos ficam confusos pois para ele ainda vale a hora do Brasil segundo a qual são as três horas da madrugada!

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O aeroporto é cheio de lojas com produtos lindíssimos e preços igualmente “lindíssimos”. Artesanatos e jóias dividem o espaço com lojas de eletrônicos, de roupas, de bebidas e chocolates. Dá para caminhar até precisar parar para recuperar o fôlego e, então, tomando um café, comentar mais uma vez sobre a variedade de roupas e raças.

Acabou de aparecer no painel o portão de embarque do nosso vôo. Depois de atravessar o Atlântico, vamos agora atravessar o Oceano Índico, rumo à Índia e com uma pontaria bem melhor que a de Colombo!

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Fomos!

27 de Dezembro de 2006 às 16h 54m · Andrês ·
Queridos amigos e amigas:

Foi dada a largada!
Escrevo desde Guarulhos. O grupo acabou de fazer o check in sem demoras nem contratempos. Daqui a uma hora embarcaremos rumo à Índia.

Vejo nas pessoas do grupo aquele olhar brilhante, cheio de excitação, antecipando o que imaginam ser estar na Índia e sei que o que encontraremos será muito diferente e muito mais incrível do que elas conseguem conceber.

Para mim é um prazer enorme compartilhar de um momento tão intenso na vida delas, dividir o que aprendi na Índia e no meu interior e, com sorte, ajudá-las a identificar aquela presença tranqüila e plena que habita imperturbável as profundezas do nosso ser.

Depois de oito horas e meia de vôo faremos escala em Johannesburg, na África do Sul. Espero poder escrever mais algumas linhas desde lá.

Ao partir, minha oração para o nosso grupo é “que as Grandes Almas -que não faltam na Índia- abençõem nossa visita respeitosa, que sua bondade esteja sempre um passo à nossa frente durante toda a viagem…”

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A diversidade da vida

28 de Dezembro de 2006 às 01h 12m · Andrês ·

O nosso vôo saiu pontualmente de São Paulo e chegou com quinze minutos de antecedência em Johannesburg. Foi um vôo tranqüilo sem turbulências. O mais interessante e comentado sobre a viagem foi a enorme variedade de raças, religiões e indumentárias: é lindo ver a diversidade de formas que a vida assume quando se manifesta através dos seres humanos.

Nessa convivência com o diferente, descobrimos que o sorriso e olhar profundo independem da cor da pele, do tipo de penteado, da forma das roupas, da língua que se fala…

Nessa viagem, tivemos um batismo inicial, na variedade multicolorida que é a vida humana, e o sentimento nas pessoas do nosso grupo foi de alívio e de prazer: ao respeitar e valorizar as características dos demais passamos respeitar e valorizar nossas características pessoais.
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Um lugar ao qual se vai e não se volta

26 de Dezembro de 2006 às 00h 35m · Renato ·

É isso que penso, amigos.
Não é que não se volta mais para lá.
O fato é que não se volta mais de lá.

O resto já foi dito.

Renato

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BAGAGEM !!!!

21 de Dezembro de 2006 às 22h 14m · Marcia ·

Queridos viajantes , estou pensando que o ano passado a esta hora eu estava preparando minha bagagem para a minha viagem …. tive que trabalhar na Índia para ajudar Andrês nessa tarefa , vejam a foto !!!
Então pensei em dar um toque: levem o mínimo que será com certeza muito e apenas deixem espaços para a BAGAGEM INTERNA que vão adquirir…eu sei o que estou falando!!!
Beijos a todos e estou aqui , já na África do Sul preparando tudo com os controladores de vôo para que vocês possam seguir viagem tranqüilos…pois com certeza na Índia não terão nenhum problema.
Namastê, com carinho a todos.
Márcia Luvizotuuuuuu.

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Índia - A Viagem Inesquecível

21 de Dezembro de 2006 às 13h 25m · Eduardo ·

Queridos Amigos viajantes,

aqui tenho a oportunidade de escrever um pouco sobre a Índia, mas é impossível descrever as sensações. Para conhecer a Índia é necessário sentir.
Para aqueles que esperam encontrar somente lugares lindos maravilhosos, irão se surpreender, porém aqueles que estão em busca de algo mais irão encontrar uma riqueza inexplicável.

SENTIR, seria a palavra mais recomendada para esta viagem. Aguçar os nossos sentidos:
VISÃO, das situações inusitadas, da poeira, da sujeira, da palheta de cores vibrantes, dos improvisos e das belezas dos sorrisos;
AUDIÇÃO, ouvir buzinas a todo instante, sem nenhuma ofensa, na humildade dos repetidos agradecimentos (Namastê), dos diversos dialetos;
OLFATIVO, do aroma das essências e dos incensos, dos temperos;
TATO, sentir o mármore gelado, o calor das velas sobre oferendas, as águas sagradas e geladas das nascentes do Rio Ganges, mãos suadas talvez devido ao um perigo eminente o qual consideramos aqui, mas tudo contornável na Índia;
PALADAR das comidas picantes mesmo sem as pimentas, mas sim devido as massalas, do sabor das especiarias, da quantidade de pratos com legumes e para beber as delicias das massala tea e yogurte….

Um “totó” no para choque traseiro aqui no ocidente, suficiente para uma bela discussão, na Índia entre os Tata, tuck tuck, rickshoe, bicicleta, motos, carros, ônibus, trator, vacas, camelos, macacos, pessoas e outras coisas mais, eu não consegui ver nenhuma ofensa. As buzinas aqui odiadas, lá parecem ser um código morse o qual são capazes de orientar sem nenhum acidente.
Uma breve definição: Uma grande bagunça organizada, onde todos conseguem se entender e chegar no seu destino.

Recomendo nesta viagem estar sempre atento sem julgar e nem comparar com a nossa realidade. Aproveite os momentos ainda não vividos nesta vida, permita reviver alguns momentos do século passado.

Namastê e Boa Viagem !!!!

Que neste momento desperte uma consciência religiosa global, universal, multi-cultural, inter-disciplinar, livre de apego, ritual e crença.

Vamos comemorar o nascimento da Luz Búdica e Crística no interior de cada Ser Humano.

Boas Festas !!!

Madelaine e Eduardo

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Lembranças da Alma

21 de Dezembro de 2006 às 11h 36m · Vera Orsini ·

Andrés Querido,

Namastê,

Como sou da “turma” de 2003 /2004, vou usar uma frase que sempre uso ao falar sobre a minha experiência de viagem à India.

“Tem viagem que você volta trazendo mais lembranças na alma do que nas malas e sua vida nunca mais será como antes……. “
Boa Viagem,

Vera Orsini

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Feliz Natal

21 de Dezembro de 2006 às 00h 43m · Rosalice
Namastê !
Aos integrantes (do grupo Viagem Índia) que partirão dia 27/dezembro, desejo que as luzes do NATAL sejam refletidas até além do nosso continente e iluminem todos os dias da viagem…
Abraços………..Rosalice/ grupo Índia 2005/2006

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LONGING

20 de Dezembro de 2006 às 22h 57m · Shanti ·

É o que senti ao ler cada uma das mensagens dos (das) companheiros (as) da inesquecível viagem do inicio do ano.
Me aproximei novamente de voces, retornei no tempo e voltei a viver aquelas sensações e sentimentos na mesma intensidade.
A India é inesquecível. Amigas (os) voces também serão sempre lembrados!
Namaste
Shanti

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Uma Viagem interna …

19 de Dezembro de 2006 às 23h 47m · Marcia ·

Falar sobre à Índia é muito difícil, pois eu VIVO em estado Índia sempre, quem já esteve lá sabe o que estou falando , para quem está indo agora vai se lembrar disso e me entender.
Estive fisicamente na Índia em 98 e o ano passado qdo resolvi voltar e um dia irei para ficar para sempre, pois ando muito querendo parar minha alma no seu lugar e onde sou totalmente FELIZ e me sinto parte de Deus como em nenhum outro lugar, eu queria ir com um grupo que eu não pudesse me disperssar de minhas meditações, minha QUIETUDE e de mim mesma, falei tudo isso com Professor Hermógenes e falei também de Andrês , que para minha surpresa tinha sido seu aluno e o mesmo falou-me o Professor , um aluno ESPECIAL…então falei comigo mesma : vou com esse grupo que não sei quem são e tem esse cara ESPECIAL, deve fazer tudo dar certo….fui eu para Sampa , moro no Rio de Janeiro, fiquei no aeroporto um pouco só , observando o Grupo Isvara , depois uma simpática moça de cabelos bem pretos chegou perto de mim e falou-me com um sorriso lindo: sou Suley do Grupo, você que é do Rio??? ali já começamos uma viagem juntas e o tal cara ESPECIAL, eu o vi vindo com a alma transparente e com um brilho no olhar e quanto afeto !!!! aquele ser ESPECIAL se mostrou, tentando me colocar no Grupo ,pois ou outros todos já se conheciam e eu era a de fora….
Bem falar sobre essa viagem sem falar isso antes , seria não falar da Índia, eu eu posso garantir que todo meu silêncio virou uma prosa danada e minhas meditações eram feitas em comunhão com aquele Grupo que logo virou família, ganhei irmão e cunhada, uma irmã LINDA e companheira de quarto, uma filha parecida com a minha, amigos que vou te-los no meu coração para sempre, e ganhei o melhor presente : aquele SER ESPECIAL do Professor Hermógenes era mais que ESPECIAL , ele nasceu para ser mercador de almas para Índia, nos falamos muito e sempre ele me entendia com um carinho e eu só posso falar que quem vai à Índia a procura de um Guru, já sai do Brasil com um MESTRE e muito ESPECIAL…OBRIGADAAAAAAAAAA por tudo Andrês, que este Grupo possa te ver como Mestre e não como um guia…
Prometo escrever para vocês sempre, pois vou estar um pouquinho dentro dessa viagem e qdo vocês voltarem vão entender muita coisa que estou escrevendo, estou começando do começo, quero que saibam que estão indo com um Norte seguro e por favor não levem nenhuma preocupação com água, miséria , e outras coisas que já foram escritas, levem uma alma livre e cheia de espaço para preenche-lo de AMOR , que só este lugar onde mora Deus e todas as energias Superiores podem realmente faze-los ver e sentir tanta magia e beleza, então amigos e FELIZARDO Grupo 2006, abram as janelas e deixem espaços vazios para a Índia entrar…
BOA VIAGEM INTERNA , pois a externa é pura ilusão..
Namastê.
Vou estar com Vocês sempre… pensem um pouquinho em mim também !!!
Um grande abraço a todos.
Paul Brunton escreveu em seu livro “A Índia Secreta ” que ela poderia também ser chamada de “A Índia Sagrada ” e não esqueçam o segrado pede a busca , então BUSQUEM !!!!

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INDIA – IMPRESSÕES DE VIAGEM

15 de Dezembro de 2006 às 16h 08m · Ze Roberto ·

Fui para a Índia com a expectativa, nada agradável, de encontrar trafego interrompido nas ruas e estradas por vacas, de ter problemas nos aeroportos (diziam que os vôos tinham que ser confirmados varias vezes e ainda assim podiam ser cancelados), de os trens atrasarem, de ter problemas com a água e a comida. Talvez um pouco de pessimismo mas era isto o que eu estava acostumado a ler. Mas para minha surpresa, agradável, nada disto aconteceu. As vacas, já acostumadas ao burburinho, descansam ou andam tranqüilamente pelas calçadas e acostamentos sem atrapalhar o trafego. Os vôos se confirmaram e somente um atrasou por causa do mau tempo. Normal. Os trens saíram e chegaram no horário. Quanto à água, mesmo quando eu me esquecia de colocar o produto esterilizador nela para escovar os dentes, não provocava reação nenhuma. A comida, apesar de apimentada, não me provocou problemas. Talvez a ingestão de coalhada tenha neutralizado o efeito da pimenta. Parece mesmo que existe è preconceito por se tratar de um país pobre.

No ultimo dia de 2005, no caminho entre Orcha e Khajuraho, paramos num vilarejo rural para ter com o povo. Qual não foi a surpresa com que fomos recebidos! As crianças querendo ser fotografadas e depois se verem nas fotos, provavelmente aquele tipo de maquina fotográfica fosse uma novidade para eles (e para os adultos também). A rusticidade das habitações, o estrume da vaca sendo usado como combustível para fogão ou como telha. Creio que todos saíram de lá emocionados, impressionados com o modo simples deles viverem. Na mesma estrada donos de barraquinhas, muitas iluminadas por lampião, tentavam vender algo às 9 da noite. E por todos os lugares onde passamos era assim, barraquinhas sem clientes, vendendo produtos de baixo valor. Como sobrevive uma família assim!

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Nos templos eróticos de Khajuraho nova surpresa: muitos jovens pedindo para serem fotografados ao nosso lado, talvez por sermos tão diferentes na aparência física.

Impressionaram também os sadhus com seu traje típico, seu despojamento, vivendo só para a oração, para a meditação.

Marcam ainda os templos hinduístas, as mesquitas, os fortes, os palácios, os museus e o Taj Mahal (palácio da coroa).

Na chegada a Bombaim (Mumbai) à noite, numa rua central, vimos dezenas de pessoas dormindo nas calçadas. Sabe-se que muitos nascem, vivem e morrem nestas ruas sem nunca terem tido uma casa para morar. Cidade grande, ficou a marca dos prédios públicos em estilo vitoriano construídos pelos ingleses. E muito pitoresca a lavanderia publica: famílias que não têm água corrente em casa pagam para que homens lavem e passem suas roupas nestas lavanderias.

Mas a emoção maior è a cidade sagrada de Varanasi. A começar pelo trânsito caótico nas ruas. Caótico para nós, ocidentais. Na realidade tudo fluía: pedestres, bicicletas, tuc-tucs, riquixás, carros. Apesar do buzinaço, não há batidas, ninguém xinga, ninguém reclama, não há necessidade de semáforo. O caos parece ser a verdadeira ordem. Nesta cidade se sente a verdadeira espiritualidade do povo hindu. Emocionantes a cerimônia religiosa à noite na beira do rio Ganges e de manhã, no mesmo local, nos banhos de purificação.

Foi interessante também se hospedar num ashram em Rishikesh, conhecer o modo de vida de seus moradores, ouvir as palestras do swami, participar de um almoço com os sadhus.

Na ultima etapa da viagem, Nova Delhi, a capital. Moderna, vibrante, bem arborizada, ruas e calçadas largas, diferente de tudo o que tínhamos visto no país, edifícios públicos imponentes, o Museu Nacional.

Creio que nenhuma outra viagem me deixou marcas tão profundas quanto esta. Talvez pela preparação antes da viagem, o apoio do Instituto Isvara, por tudo o que vimos, pelo grupo e pelos contatos que continuamos mantendo após o retorno da viagem.

Índia è única, não deve haver nada parecido. Marcaram-me a simplicidade do povo hindu, a religiosidade, o despojamento, a simpatia.

Namastê

José Roberto (integrante do grupo- Índia 2005/2006)

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Revelação do absolutamente novo

14 de Dezembro de 2006 às 10h 38m · Veralu ·

Meu querido Andrês, desculpe-me pela demora ………………ainda não tenho o tempo que levaria para descrever tudo que senti e vivi em nossa viagem.
Esta foi pra mim uma viagem!!! Prá lá de transcendente……………..Prá cá, bem perto de meu coração!!! Como nenhuma outra.
Miha experiência foi louca! Passei momentos de profunda tristeza, contato com o mais mobilizador dos sentimentos, aquele que dá frio na barriga………
Parece que vivi nos primeiros momentos a preparação do que posso chamar de revelação.
Me foi revelado o novo, absolutamente novo.
O que não conhecia.
O que não esperava.
Foi maravilhosa a chegada da compreensão. Da assimilação do que eu estava vendo e sentindo.
A profunda diferença do mundo que conhecemos……..
O contato com valores tão distantes de nós. E tão significativos!!!
Como sou ignorante!!! Foi a minha conclusão……………..
Como quero voltar lá………….

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Espero escrever mais………..beijo

Vera (integrante do grupo- Índia 2005/2006)

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14 de Dezembro de 2006 às 08h 03m · Mauricio ·

A Índia não é um local para se visitar; é para ser freqüentado.
Espero voltar lá em breve e rever todas as coisas maravilhosas que encontramos. De todas as viagens que fiz, a Índia foi sem dúvida a mais marcante, pelas pessoas, pelos lugares, e pelo sentimento de que tudo está fora de ordem, fora de lugar, quando na verdade a desordem é interna, dentro de cada um de nós. E a Índia nos permite enxergar isso claramente.

Andrês, tenha uma excelente viagem junto com todos do grupo. Se pudesse dar um recado a eles, diria apenas para que aproveitem cada instante da viagem, mesmo aqueles em que algo parece ter dado errado; deixem o espírito leve, apreciem os acontecimentos, olhem para o céu, mas não deixem também de olhar para o chão, façam contato com as pessoas, conversem com as crianças, comam de tudo (com moderação e muita água) e dêem muita risada. Logo vocês estarão de volta aprisionados à rotina do dia-a-dia, na aparente normalidade onde (quase) nada dá errado.

Abraços,

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Maurício (integrante do grupo- Índia janeiro de 2005)

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Saudações !

10 de Dezembro de 2006 às 22h 38m · Rosalice · Arquivado sob Escritos Antes da Viagem · Editar

Namastê!

Desejo a todos os integrantes do grupo- Índia 2006/2007 uma feliz viagem. Sei que sob o olhar atento, bondoso e cuidadoso do mestre Andrês, vocês estarão de coração aberto e logo serão envolvidos pela atmosfera de mistérios, crenças e costumes. Aproveitem as meditações às margens do Ganges, curtam as músicas, os cheiros , as especiarias , as magníficas construções e principalmente, percebam a profunda amorosidade de seu povo. E claro, não esqueçam das “comprinhas” que enlouquecem até os que se propõem a praticar desapego.

Lembrem -se … Na Índia não se procura nada; encontra-se tudo.

Feliz Ano Novo, com muita luz , paz e amor no coração.

Abraços,

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Rosalice - (integrante do grupo- Índia 2005/2006 - na foto à esquerda)
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Namastê Amigos Viajantes

10 de Dezembro de 2006 às 20h 19m · Shanti ·

Que privilégio e que benção conhecer a Índia esta terra tão paradoxal, de tantos contrastes!
Trouxe comigo e ficou, um misto de perplexidade, admiração e reverência por este país, por este povo que fez e faz este país estupendo.

Em cada local uma emoção diferente:
Varanasi, à beira do Rio Ganges, a Mãe Ganga que nos fez chorar como crianças quando reencontram a mãe, depois de uma longa ausência.
A beleza tocante do cerimonial hinduísta ao entardecer e a massa de povo reunida para elevar suas preces cantadas em Mantras. As flores e as velas, como minúsculos barquinhos, flutuando na água. O pôr do sol…

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O Taj Mahal, poema de amor em mármore, faz pensar que foi um Gênio da Lâmpada de Aladim que o criou, tal beleza e perfeição! Mérito para o arquiteto de quem nem é citado o nome, enquanto o Marajá levou a fama por sua dor de amor perdido.

Kajuraho e suas inumeráveis e originais esculturas nos seus múltiplos templos. Templos, Templos e mais Templos construídos em todos os lugares, por essa gente que traz lá da origem o contato com os deuses. A maioria, de um tempo que se conta, quem sabe, lá aonde iniciamos nossas encarnações.
Nova Delhi, a velha e a nova. Mantendo o antigo aliado ao moderno. Ali se encontra o ocidente nas suas largas avenidas, carrões, MacDonald´s, Pizza Hut….

Ah e Rishikesh? Beleza pura, ao pé das montanhas, com o Ganges correndo ao lado entre lindas paisagens.

Impossível descrever tudo. É de sentir, apreciar, contemplar, meditar!!

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E a população: infinitos rostos de crianças sorridentes, crianças insistentemente pedindo “pen”, “pen” ou “basheek”, crianças tristes de olhos melancólicos com suas jovens mães suplicantes, mulheres de variadas idades, trabalhando nas ruas com seus belos e coloridos “saris”; serviços que aqui seriam feitos por homens, “sadhus”, que vivem em peregrinação, figuras exóticas, corpos disformes…. Vendedores persistentes, sem aceitar NÃAAAO, devem curtir, caminhar ao nosso lado até o último instante! Estonteante variedade de figuras humanas! Choca, surpreende, fascina! Devolvem uma energia afável, de curiosidade, por sermos diferentes…Agressividade: não a senti.

E o trânsito….iiihh…um caso a parte. Dentro de um caos eles se entendem (decerto telepaticamente) ultrapassam, buzinam sem parar …parece que vai bater…ufa…passou!
Lamento o desperdício da água, da parte de nós os estrangeiros; os hotéis não colocam nenhuma restrição ao seu uso e considerei um verdadeiro “ab uso” deste Bem raro, principalmente em época de seca. Eles oferecem o melhor, mas cabe aos de fora ter esta consciência do uso sensato desta preciosidade.

Há sujeira sim, poluição sim, miséria sim e animais misturados ao transito, às ruas, às estradas, nos telhados. Necessita-se, em certos lugares, de uma boa dose de desprendimento, flexibilidade e espírito aventureiro. Tudo é compensado pela arte que se encontra em cada mínimo objeto, desde uma pequena escultura, um tapete, um tecido desenhado, uma luminária, um arranjo de flores, o perfume dos incensos e óleos aromáticos. Eles mantêm o artesanato, a antiga bela arte de seus antepassados e espero que a conservem a despeito da invasão do “american way of life”.

ÍNDIA… só a compreendo como o protótipo de “Ishvara Pranidhana”. Uma entrega incondicional à criação e ao criador nas suas múltiplas, variantes, facetas. A “Leela” da criação para ser vivida na intensidade do instante e em sua eterna impermanência.

Gratidão por sua fonte de sabedoria e espiritualidade. Por ter aprendido de lá a buscar no outro o que existe em mim, o “NAMASTÊ”.

Amigos, estas, são pinceladas de impressões que compartilho com vocês com a recomendação de visitarem esta terra de magia e beleza!

Shanti (integrante do grupo- Índia 2005/2006)
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Se eu voltasse para Índia…

7 de Dezembro de 2006 às 23h 12m · Leticia ·

Minha viagem para a Índia em Dez/05 foi repleta de sentimentos ambíguos, ao mesmo tempo em que desejava conhecer a Índia o berço do Vedanta, do Yoga e de tantas coisas maravilhosas que vinha estudando, ficava preocupada com as condições dos hotéis, alimentação, estradas…

Mas a Índia é mesmo muito especial, dizem que ou você se apaixona ou detesta, não tem meio termo. Eu me apaixonei por ela, a viagem foi muito especial, mas já vou avisando uma vez é muito pouco, por mim eu voltaria de novo, e de novo, e de novo…

Para retribuir à Índia um pouco do que ela me proporcionou, fiz essa poesia que divido agora com vocês!

Se eu voltasse para Índia…
Me demoraria mais nos olhares
Me encantaria mais com a cores
Me perfumaria dos aromas
Me enfeitaria com as flores
Me preencheria dos sons
Me enamoraria da docilidade dos homens
Me renderia ao caminhar elegante das mulheres
Me permitiria explorar mais cada detalhe
E então esvaziada de mim e repleta da Índia seria plena de beleza e gratidão.

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Letícia (integrante do grupo- Índia 2005/2006 - na foto, à direita)
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Boa Viagem!

7 de Dezembro de 2006 às 09h 47m · Rebeca ·

Meus queridos viajantes……preparem-se…será muito emocionante!

Quando dizem que a Índia não é para ser contada, mas para ser vivida… é a mais pura verdade……são cores, aromas e sabores e tudo o mais que os nossos 12 sentidos podem captar…sim são 12…..você os descobrirá.

Orcha ….não deixe de fazer uma tatuagem de hena em suas mãos, Varanasi, Rishikesh e Katmandu são meus favoritos……e a janela do ônibus é o descortinar de um velho mundo novo… a cada cena descoberta…..você poderá ver…….tantas surpresas lindas….prepare o fôlego……olhe com olhos atentos e amorosos e encontrará delícias em cada piscar de olhos…..nem dá vontade de dormir.

Realmente me encho de sensações e emoções e é algo bem gostoso e até mesmo revigorante lembrar da viagem. É meio louco, mas levei uns três meses para desmanchar minha mala quando cheguei….para saborear cada pedaçinho das minhas memórias.

Nem é preciso dizer….Boa Viagem!

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Iniciamos a contagem regressiva!

27 de Novembro de 2006 às 14h 51m · Andrês ·

Faltam 30 dias para a viagem e começa a contagem regressiva para uma das melhores se não a melhor viagem da vida do grupo ISvara 2006-7 que partirá no dia 27 de dezembro rumo ao outro lado do mundo.

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